A tubulação que vai levar água de Franco da Rocha até a estação de tratamento de Campo Limpo Paulista está com cerca de 90% do assentamento concluído, segundo a Sabesp. A companhia prevê terminar essa etapa em dezembro de 2026. O sistema completo, porém, só deve ser entregue no fim de 2027.

O que está sendo feito

A obra do Sistema Paiva Castro começou em abril de 2025 e tem investimento superior a R$ 170 milhões, de acordo com a Agência SP. Neste momento, são 15 frentes de trabalho e 239 profissionais: sete frentes em Campo Limpo Paulista e oito em Franco da Rocha.

A principal estrutura é uma adutora de 25,5 quilômetros, que sai da Represa Paiva Castro, em Franco da Rocha, e chega à Estação de Tratamento de Água (ETA) de Campo Limpo Paulista. A mesma estação também abastece Várzea Paulista.

Bombeamento ainda em fase preparatória

Para que a água vença um desnível de aproximadamente 230 metros no trajeto, o projeto inclui uma Estação Elevatória de Água Bruta, com capacidade para bombear até 400 litros por segundo. Essa estrutura ainda está em serviços preparatórios, por isso a conclusão da adutora em dezembro não significa água nova nas torneiras neste verão: a operação depende do sistema inteiro pronto.

Por que a obra importa para quem mora em Campo Limpo

Segundo a Sabesp, o objetivo é diminuir a dependência da captação no Rio Jundiaí durante estiagens severas. A companhia estima mais de 200 mil moradores beneficiados em Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista. O diretor regional da Sabesp, Valdemir Freitas, atribuiu ao sistema papel importante na segurança hídrica das duas cidades, em especial nos períodos secos.

O anúncio ocorre em um momento de excesso de água, e não de falta: Campo Limpo enfrenta os efeitos das chuvas de setembro e outubro. A obra, no entanto, mira o cenário oposto, o dos meses de estiagem.

Prazos

  • Abril de 2025: início das obras
  • Dezembro de 2026: previsão para concluir o assentamento da adutora
  • Final de 2027: previsão de entrega do sistema completo

Fontes consultadas