Quem usa a Avenida Antônio Frederico Ozanam, uma das principais ligações viárias entre Jundiaí e Várzea Paulista e rota diária de muitos motoristas de Campo Limpo Paulista, deve encontrar trechos em obras e trânsito mais lento nas próximas semanas. De acordo com a Prefeitura de Jundiaí, a administração e a DAE Jundiaí intensificaram serviços emergenciais em seis pontos da avenida, danificados pelas chuvas fortes das últimas semanas.

Onde estão as obras

Segundo a prefeitura, a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (SMISP) atua em três frentes:

  • na altura da Avenida Fúlvio Marani, perto da Ponte São João, com recuperação de galeria pluvial e concretagem das margens do Rio Jundiaí;
  • no trecho entre a Vila Liberdade e a Ponte São João, com o mesmo tipo de serviço;
  • nas proximidades do Fort Atacadista, no sentido Várzea Paulista, onde está sendo erguido um muro de gabiões para conter a erosão da margem do rio.

Já a DAE Jundiaí trabalha em outros três pontos. Perto do Maxi Shopping, no sentido Centro, uma galeria de águas pluviais e interceptores de esgoto desmoronaram. No Jardim Fepasa, em duas intervenções, uma obstrução na tubulação rompeu um interceptor de esgoto, provocou extravasamento na pista e deslizamento de parte do talude da margem; ali está sendo instalada uma nova tubulação.

Prazos

A troca da tubulação no Jardim Fepasa tem previsão de terminar até terça-feira, 3 de novembro. A recomposição do asfalto nos trechos do Maxi Shopping e do Jardim Fepasa deve levar cerca de dois meses, prazo que pode se estender se o tempo continuar chuvoso, informou a prefeitura.

Como fica o trânsito

A Secretaria de Mobilidade e Transporte (SMMT) reforçou a sinalização e mantém agentes nos locais, com indicação de rotas alternativas quando necessário. As intervenções foram cadastradas no aplicativo Waze. A prefeitura não divulgou interdição total da avenida nem desvios com itinerário fixo; a orientação é seguir a sinalização e as instruções dos agentes. Para quem vem de Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista em direção ao Centro de Jundiaí, vale sair com antecedência, sobretudo nos horários de pico.

Contexto

O problema começou a ficar visível no domingo, 25 de outubro, quando a erosão da margem do Rio Jundiaí perto do Maxi Shopping comprometeu uma das faixas e levou à interdição parcial do trecho, conforme noticiou o Tribuna de Jundiaí. Segundo a Prefeitura de Jundiaí, setembro de 2026 registrou 434 milímetros de chuva, o maior volume para o mês desde 2012, início da série histórica municipal, e entre os dias 24 e 25 de outubro choveu 80 milímetros em 12 horas. A Defesa Civil atribui o cenário ao El Niño.

A prefeitura afirma que, desde o início do ano, fez mais de 6 mil limpezas de bocas de lobo, 1.500 desobstruções por hidrojateamento e 50 quilômetros de desassoreamento dentro da Operação contra Enchentes.

Fontes consultadas

Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial para fins editoriais.