Um morador de Campo Limpo Paulista perdeu R$ 600 mil no chamado golpe do falso advogado, segundo levantamento publicado na segunda-feira (2) pelo Jornal da Região. Ainda de acordo com o jornal, os golpes aplicados em outubro na região de Jundiaí ultrapassaram R$ 3 milhões em prejuízos.

A publicação relata que os criminosos usaram dados verdadeiros de um processo judicial e, com um celular clonado, fingiram ser o advogado da vítima. O levantamento não informa a data do caso, se houve registro de boletim de ocorrência nem se há suspeitos. O valor citado foi localizado apenas nessa reportagem e não foi confirmado de forma independente pelo Campola. Nenhuma pessoa foi identificada como autora do golpe.

Outros casos de outubro

O maior prejuízo individual relatado pelo jornal é o de um aposentado que perdeu quase R$ 2 milhões em um esquema de compra de criptomoedas. A cidade dele não é informada. Outros casos citados:

  • Jundiaí: perda de R$ 63 mil no golpe do falso gerente de banco, com uso da foto do gerente verdadeiro no WhatsApp.
  • Itatiba: uma empresa perdeu mais de R$ 100 mil após a invasão de sua conta bancária.
  • Cabreúva: várias vítimas de um grupo de investimentos, sem valores divulgados.

O jornal cita também uma investigação da Polícia Civil sobre uma quadrilha ligada a R$ 1,27 milhão em golpes do falso atendente, e afirma que a Secretaria da Segurança Pública monitora pelo menos 2 mil grupos suspeitos. Ninguém foi condenado nesses casos, segundo as informações disponíveis.

Um golpe que se repete

O falso advogado não é novidade na região. Em setembro, a Tribuna de Jundiaí noticiou que um casal de Jundiaí perdeu R$ 183 mil depois de criminosos citarem dados reais de uma ação e prometerem a liberação de mais de R$ 600 mil.

Em maio, a OAB SP e a Polícia Civil anunciaram uma operação contra um grupo suspeito de movimentar cerca de R$ 10 milhões em seis meses com esse tipo de fraude. Segundo a entidade, os golpistas procuram pessoas com processos em andamento, enviam decisões falsas e pedem transferências para liberar supostos valores. Em alguns casos, teriam usado tecnologia para clonar a voz de advogados.

Como se proteger

  • Desconfie de contato inesperado que peça dinheiro para liberar valores de processo. Confirme com seu advogado por um número que você já tinha.
  • Não informe senhas nem compartilhe códigos recebidos por SMS ou aplicativo.
  • Não clique em links suspeitos nem transfira dinheiro para supostas "contas seguras".
  • Não entregue cartões a terceiros, mesmo que digam ser funcionários do banco.
  • Em caso de dúvida, procure o banco pelos canais oficiais. Se suspeitar de crime em andamento, ligue 190.

Fontes consultadas

Imagem de capa: foto ilustrativa de arquivo, Joédson Alves/Agência Brasil, via Agência Brasil.